O duplo check azul, ou tique, do WhatsApp causou muita polêmica essa semana. Não é mais possível ler as mensagens recebidas e fingir que nada aconteceu. O mandatário pelo menos agora sabe que você já visualizou sua mensagem. Por isso, a busca por alternativas ou programas que retirem essa função é grande — o que virou um maná para cibercriminosos.
De acordo com a ESET, fornecedora de soluções de segurança da informação, diversos links falsos que suspostamente ensinam como desativar ou excluir a função são postados nas redes sociais. Após o clique em um desses links, o usuário cai em uma página que pede seu número celular e para habilitar o download da solução fake.
Tecnologia, negócios e comportamento sob um olhar crítico.
Assine já o The BRIEF, a newsletter diária que te deixa por dentro de tudo
O pulo do gato, velho conhecido dos marketeiros, está nas letras pequeninas encontradas nas condições do serviço, logo no final da página. Lá, está escrito que, a partir da primeira mensagem que a pessoa receber, ela estará autorizando a cobrança de US$ 1,80 (algo em torno de R$ 4,70) por SMS. O número máximo de mensagens mensais está limitado em 25, acarretando uma cobrança de até R$ 118 por mês.
Por isso é preciso ficar atento não só com ataques que buscam seus dados, mas também crimes como esses, que têm como foco única e exclusivamente o seu dinheiro.
Até o momento nenhum brasileiro caiu no golpe, mas é bom ficar esperto. "Encontramos alguns casos em diferentes países da América Latina. No Brasil ainda não temos nenhum exemplo, mas é importante sempre alertar nossos usuários para que não caiam nessa tentativa de ataque".
De acordo com o WhatsApp, ainda não é possível remover o duplo check azul.
Fontes
Categorias