Apple Vision Pro: testes vão escanear rosto do usuário para adaptar lentes
Demonstrações do headset de realidade mista Apple Vision Pro começam em 2 de fevereiro e levam cercam de 25 minutos ao todo

Fonte: GettyImages
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Falta pouco tempo para que as vendas do Apple Vision Pro comecem em algumas partes do mundo. Entretanto, quem quiser testar o headset de realidade mista da Apple terá que passar por uma configuração complexa nas lojas.
De acordo com o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, cada demonstração do Apple Vision Pro é vista pela companhia como uma "experiência" para o consumidor. A ideia é que ele perceba naquele momento os diferentes aspectos do produto e o seu alto grau de personalização.
O Apple Vision Pro começa a ser vendido a partir de 2 de fevereiro de 2024, tanto pelas lojas físicas da empresa como pela internet. Entretanto, o produto deve ter um estoque reduzido no lançamento, o que significa que ele pode esgotar rapidamente.
Como é a demo do Apple Vision Pro
Segundo Gurman, o processo de experimentar o Apple Vision Pro começa com um funcionário da loja da empresa escaneando o rosto do usuário.
Isso é necessário tanto para a configuração do Face ID, que desbloqueia um dispositivo, quanto para identificar a qualidade da visão da pessoa. Como não é possível usar óculos junto do headset, as lentes usadas pelo consumidor também são escaneadas pelo mesmo aparelho, que rapidamente calcula quais os graus de correção necessários.
Em seguida, o mesmo funcionário pega um par de lentes prontas que batem com a receita gerada pelo dispositivo e acopla elas no headset. Só então a pessoa começa a receber as orientações sobre como utilizar o dispositivo.
Ao todo, sem contar o processo de configuração da visão, a demonstração dura cerca de 25 minutos. Ela envolve o consumo de fotos e vídeos, incluindo os "vídeos espaciais" gravados em 3D, além de aplicativos de desenvolvedores parceiros.
O Apple Vision Pro será vendido por US$ 3,499 — cerca de R$ 17,1 mil em conversão direta de moeda. Por enquanto, não há previsão para o lançamento do dispositivo em outras regiões, incluindo o Brasil.

Por Nilton Cesar Monastier Kleina
Especialista em Analista
Jornalista especializado em tecnologia, doutor em Comunicação (UFPR), pesquisador, roteirista e apresentador.