Segundo a Reuters, a Amazon passou a oferecer a outras empresas a tecnologia aplicada na Amazon Go, rede de conveniências que não usa caixas e operadores para completar pagamento de compras. Inclusive, a companhia informou à agência de notícias que diversos varejistas já assinaram contrato para usar a solução, a qual inclui serviços em nuvem e equipamentos que detectam o movimento dos consumidores nesses estabelecimentos.
“Os clientes gostam de ficar na fila?”, disse à Reuters Dilip Kumar, vice-presidente de varejo da Amazon. “Isso tem uma aplicabilidade bastante ampla, porque aborda fundamentalmente um problema comum em conveniências físicas, especialmente quando as pessoas sofrem com [a falta de] tempo”, completou.
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O sistema consiste especificamente na instalação de câmeras e sensores em prateleiras, tetos e máquinas na entrada de suas unidades, para identificar o que foi comprado pelos clientes. Estes, por sua vez, fazem antecipadamente o cadastro de uma forma de pagamento no app da marca, no qual a cobrança é feita automaticamente ao saírem desses locais.
Mudanças e obstáculos
Conforme a agência de notícias, parte dessa solução será levada às outras varejistas com algumas modificações. A principal delas é que não haverá o uso do app para pagamento de compras; no caso, os consumidores terão de inserir o cartão de crédito em uma catraca na saída das lojas licenciadas para completarem a operação.
Apesar de ser uma solução de potencial lucrativo, a Amazon pode enfrentar alguns obstáculos para ampliar o modelo de negócio. Um deles é quanto ao espaço das unidades físicas dos novos clientes, pois é necessário um teto de nível mais alto, para posicionar os equipamentos do sistema.
Além disso, muitos varejistas, ao menos nos EUA, veem a companhia de Jeff Bezos como uma ameaça no setor e podem rejeitá-la por essa razão. O mesmo problema pode ser enfrentado quanto à categoria de operadores de caixas, que podem temer por seu emprego com o avanço da tecnologia no país.
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