Em audiência realizada nesta terça-feira (06) na Câmara dos Deputados, o Ministro Marcos Pontes e o presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, afirmaram que a privatização da companhia não começou nem foi aprovada.
A venda da estatal para o setor privado deverá ser estudada e realizada com planejamento. Nas palavras de Pontes, "não existe nenhum procedimento de desestatização ou privatização para nos preocupar neste momento", e se for aprovada deverá ser "feita da melhor forma possível, com a participação de todos".
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A declaração soou como uma discordância de ideias entre o ministro e o Presidente Jair Bolsonaro. Meia hora depois, em um evento em São Paulo, Bolsonaro afirmou: "Vamos privatizar os Correios".
Aparente contradição
Quando questionado sobre a afirmação do presidente e a possível contradição, Pontes disse que sua declaração foi baseada na conversa que teve com Bolsonaro na noite anterior, quando o presidente disse que mantém sua intenção de privatizar a empresa, porém que isso não deve ocorrer agora.
Durante a audiência, que foi acompanhada em grande parte por funcionários dos Correios, Pontes explicou que a preocupação imediata do governo é manter a companhia em pleno funcionamento e "autossustentável econômica e financeiramente".
Presidente dos Correios propôs estratégias
O presidente dos Correios aproveitou a ocasião para propor duas "alternativas de desestatização", que seriam incluir a empresa diretamente no Plano Nacional de Desestatização (PND) ou utilizar o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) a fim de estudar a melhor alternativa para o processo de privatização.
Amazon e Alibaba estão interessadas
Bolsonaro já vinha falando no assunto mesmo antes de tomar posse. Com isso, duas gigantes do varejo em seus países de origem, Amazon (EUA) e Alibaba (China), já demonstraram interesse em comprar os Correios caso a privatização seja aprovada. Com a compra, a nova dona da empresa teria uma imensa participação no mercado varejista brasileiro de forma instantânea.
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