Cientistas usam fluoreto para desenvolver baterias 10 vezes mais duradouras
Projeto desenvolvido pelo KIT permite desenvolver dispositivos mais seguros e com densidades energéticas surpreendentes.
Pesquisadores do Karlsruhe Institute of Technology (KIT) desenvolveram uma nova técnica que promete aumentar substancialmente o tempo de duração das baterias atuais. Ao substituir o lítio normalmente usado por fluoreto, os cientistas foram capazes de criar dispositivos mais seguros, capazes de fornecer energia por até 10 vezes mais tempo.
A nova tecnologia pode ser aplicada de duas formas, servindo tanto como um material de conversão para as baterias de íon-lítio tradicionais quanto como uma forma para criar baterias completamente novas que dispensam o lítio. O segundo caso apresenta como vantagem uma maior capacidade de armazenamento energético, diminuição no peso total e maior segurança ao usuário, já que o fluoreto é um material com menor toxicidade.
Segundo o Dr. Maximilian Fichtner, que publicou um artigo sobre a descoberta em parceria com o Dr. Munnangi Anji Reddy, “o conceito permite alcançar quantidades extraordinariamente altas de densidade energética”. Segundo ele, baterias produzidas com o novo método são capazes de durar até 10 vezes mais do que as opções convencionais disponíveis atualmente no mercado.
Os pesquisadores responsáveis pela novidade estão trabalhando em meios de aprimorar a arquitetura das baterias criadas para aumentar ainda mais sua capacidade total. O principal desafio enfrentado pela equipe será o desenvolvimento de um meio de diminuir as temperaturas de operação necessárias, já que, até o momento, as transferências de eletrodos usando o fluoreto só puderam ser realizadas sob calor elevado.

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