Vendedor de 'hack' é condenado pela primeira vez nos EUA; entenda o caso!
A decisão histórica de um júri federal de Seattle, Estados Unidos, condenou uma empresa de cheats a pagar uma indenização para a Bungie; entenda!

Fonte: Activision
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Convenhamos: trapaceiros em jogos online nem deveriam existir, não é mesmo? Na última sexta-feira (24), um júri federal de Seattle, Estados Unidos, concluiu que a Phoenix Digital, dona do site de cheats AimJunkies, violou os direitos autorais da Bungie ao criar e comercializar cheats para Destiny 2.
Essa é uma decisão histórica, visto que é a primeira vez que um júri concorda em condenar um criador de cheats que violou os direitos autorais de uma empresa de jogos. Com o veredito, os réus do caso deverão pagar US$ 63.210 à Bungie — cerca de R$ 326 mil.
Processo duradouro
O pleito teve início em 2021, quando a Bungie processou a AimJunkies e outros quatro acusados em um tribunal federal de Seattle por violação de direitos autorais, marca registrada, entre outras coisas.
A acusação da Bungie foi parcialmente rejeitada em abril de 2022, pois a empresa não possuía argumentos suficientes contra a empresa de cheats. A AimJunkies, claro, negou as acusações e disse na época que trapacear não é contra a lei.
Após anos de reviravoltas jurídicas, o caso finalmente foi julgado na semana passada, onde ambos os lados apresentaram seus argumentos. A AimJunkies enfatizou que os réus nunca tocaram em nenhum código de Destiny 2 protegido por direitos autorais.
Após o término das audiências, o júri bateu o martelo na última sexta-feira (24) — condenando todos os réus por violação direta, indireta e contributiva de direitos autorais.
Agora, a Phoenix Digital Group e todos os réus individuais no caso foram condenados a pagar uma indenização de US$ 63.210 à Bungie pelos lucros reais que obtiveram na venda dos cheats.
Decisão histórica pode servir de exemplo
A vitória no júri pode significar apenas alguns trocados a mais no bolso da Bungie — e, claro, dificilmente acabará com as trapaças online. Porém, isso pode ser um marco na indústria e um grande exemplo para outras empresas do ramo.
Não é de hoje que jogos online como FreeFire e, principalmente, Call of Duty: Warzone são alvos de trapaceiros — o que torna a experiência frustrante para muitos jogadores. Agora, com a condenação da Phoenix Digital Group, talvez as empresas do ramo pensem duas vezes antes criar e comercializar esses cheats.
Qual sua opinião sobre a condenação da empresa de cheats? Comente nas redes sociais do Voxel!

Por Valdecir Emboava
Especialista em Redator
Jornalista especializado no mercado de games com mais de sete anos de experiência. Perfil ENFP-T.
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